A Trofoterapia é a formação etimológica do prefixo grego TROFO, que significa alimentação ou nutrição, seguida do sufixo latino TERAPIA, que quer dizer tratamento.
A Trofoterapia, então, é o tratamento pela alimentação, e tem como objetivo enquadrar e proporcionar ao homem recursos encontrados na Natureza para o combate de diversas doenças transmissíveis ou não.
Com base na seleção de alimentos adequados para cada doença e sintomas, este é um dos sistemas mais eficazes de prevenção e tratamento das enfermidades.
Os doentes e não doentes necessitam fazer uma reeducação alimentar, para recuperar a saúde, prevenir a doença e ter melhor qualidade do vida.
Características anatômicas e fisiológicas dos carnívoros e herbívoros
Os carnívoros não têm molares para trituração, e sim, caninos; por isso mesmo a carne não precisa ser mastigada. Apresentam glândulas salivares pequenas; a saliva que produzem é ácida e não tem ptialina, a enzima que pré-digere os cereais. Em seu estômago encontramos ácido muriático, que dissolve músculos e ossos. Por fim, os carnívoros transpiram pela língua e não têm poros na pele. Essa é uma característica que está associada ao hábito de caçar durante a noite, quando é mais frio.
Durante o dia, quando é quente, os caçadores (carnívoros) passam a maior parte do tempo dormindo. Já os seres humanos, por não serem criados para ser carnívoros, não têm os dentes afiados necessários para rasgar a carne, mas têm os molares, que trituram alimentos fibrosos como cereais e vegetais.
Suas glândulas salivares, bem desenvolvidas, produzem uma saliva alcalina rica em ptialina, enzima necessária à pré-digestão de alimentos de origem vegetal. Enfim, os ácidos estomacais dos seres humanos são 20 vezes mais fracos do que os dos carnívoros.
Os intestinos humanos, cujo comprimento é de 10 a 12 vezes a altura do corpo, podem ser longos porque alimentos vegetais não apodrecem tão rápido e, assim, são eliminados pelo corpo mais lentamente. Já os intestinos dos carnívoros são apenas três vezes maiores que o comprimento do seu corpo, para não dar tempo a carne apodrecer em seu organismo.
Além das diferenças fisiológicas e anatômicas entre carnívoros e herbívoros, há também as comportamentais. Exemplo: Somos desprovidos do instinto do animal carnívoro, que saliva ao sentir o cheiro de carne crua. Não costumamos farejar nem atacar seres vivos e estraçalhá-los; na verdade, preferimos deixar que outros matem os animais que comeremos e destrinchem seus corpos.
Em vez de comer carne crua, preferimos cozinhá-la, assá-la, fritá-la e disfarçá-la com todo tipo de molhos e temperos para que ela não guarde nenhuma semelhança com seu estado original.
A carne não tem qualquer sabor; quem dá sabor à carne é o tempero. Em compensação, salivamos ao ver uma fruta madura e sentir o seu perfume, e mesmo que não tenhamos fome somos capazes de comê-la simplesmente porque ela é saborosa, ao contrário da carne de animais.
As bactérias dos intestinos de quem come carne reagem com os sucos digestivos, tornando o sangue acidificado, formando substâncias químicas que geram sangue impuro e causam o câncer. Isso pode explicar porque a incidência de câncer de intestino é maior em regiões onde é grande o consumo de carne, como na América do Norte e Europa Ocidental, e rara em países mais vegetarianos como a China e a Índia.
Existe uma correlação entre a ingestão de carne e a incidência de problemas cardiovasculares. As gorduras animais não são bem desdobradas no corpo humano. Elas começam a sedimentar-se nos vasos sanguíneos e dificultam a circulação do sangue, gerando a arteriosclerose. Com isso há uma sobrecarga do coração, que precisa trabalhar mais para bombear o sangue através das veias obstruídas, e o quadro evolui para hipertensão arterial, enfartes e derrames.
As pessoas que se alimentam de carne estão também ingerindo uma série de substâncias químicas, a começar pelos hormônios sintéticos e anabolizantes ministrados aos animais para acelerar a engorda; os agrotóxicos, venenos e detritos encontrados nas rações e pastagens e que se acumulam nos tecidos do animal durante anos; as toxinas, como a adrenalina, descarregadas no sangue do animal aterrorizado ante a morte; e também o uso de água salgada com formol adicionada aos conservantes que os frigoríficos adicionam às carnes para sua conservação por mais tempo.
Assim que um animal é morto, um processo químico é deflagrado para levar seu corpo ao processo de putrefação. Pelo tempo transcorrido entre o matadouro e a mesa, pode-se imaginar o estado de decomposição da carne servida no jantar. E ainda há os três a cinco dias que ela passa no interior do sistema digestivo humano que, como já foi citado anteriormente, não foi feito para digerir carne de cadáveres.
Como se deve comer a carne
A carne crua é extremamente contaminada por bactérias, podendo causa infecções. Frequentemente, bactérias patogênicas não são destruídas nem mesmo pelo cozimento. Portanto, é mais seguro comer a carne assada, em lugar de cozida. A Bíblia, em Levítico 11:34 alerta: “todo alimento que se come cozido com água contamina o sangue”.
Quem come carne vermelha, mesmo bem cozida, está sujeito a ser acometido de doenças inflamatórias envolvendo o fígado, os rins, o estômago, os intestinos, os vasos sanguíneos e o cérebro, além dos nervos, músculos e tendões.
___________
Dr. Wilson Dias
– Biomédico (CRBM-2 15.597); com Doutorado em Naturopatia Clínica Científica.
– Diplomado pelas Faculdades UNIVAR e Instituto de Ensino Superior de Minas Gerais (IESMIG).
– Título de Doutor registrado no CNPq – Link: http://lattes.cnpq.br/0811352997597314
– Atendimento on-line em Chamada de Vídeo.
– Agende agora a Avaliação da sua Saúde pelo WhatsApp: +55 (74) 9 8804-4948 – Falar com a Secretária, senhora Luzineide.