Você sabia que o alimento que nutri o nosso corpo e constrói as nossas células, pode ser o principal responsável por 90% das enfermidades existentes no nosso mundo?
“O mundo é um só hospital de doentes, e tem como principal causa os hábitos alimentares nocivos e os vícios prejudiciais”. O povo precisa saber o que deve comer e que deve deixar de comer para ter saúde e viver melhor.
O médico grego, Hipócrates, Pai da Medicina Holística, que viveu 420 anos antes de Cristo, sempre dizia aos seus alunos de Naturopatia: “Médico, cura-te a te mesmo; fazei do alimento o teu remédio”.
A dietética era uma das mais importantes disciplinas que constavam dos ensinamentos de Hipócrates, na Escola de Cós – ilha grega que abrigava o templo de Asclépio.
“Sem mudança de hábito alimentar – adverte Ellen G.White – não há cura de doença”.
A medicina natural, da atualidade, apresenta várias técnicas e filosofias alimentares distintas, como a macrobiótica, o crudivorismo, o vegetarianismo, o cerealismo, o frugivorismo, o ovo-lacto-vegetarianismo e as monodietas.
O vegetarianismo e o frugivorismo foram os regimes dietéticos indicados por Deus aos nossos primeiros pais, no Éden, em Gênesis 1:29 e 3:18.
A alimentação vegetariana se constitui em “Pilar da Medicina Natural”, e foi escolhida pelo nosso Criador para que os seres humanos pudessem desfrutar o apetite natural e, por esse meio, preservar a saúde e prolongar a vida. Prova disso, os antediluvianos tinham uma expectativa de vida de 700 anos, porque adotavam os regimes frugal e vegetariano que foram estabelecidos por Deus.
Alimentação e comportamento
A alimentação, quer seja saudável ou não, tem ação direta sobre nosso humor, temperamento, impulsos, espiritualidade e pensamentos.
É como disse a naturista Ellen White: “Somos constituídos daquilo que comemos. Um regime de carne tende a desenvolver a sensualidade. O desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender as coisas espirituais” (Conselhos Sobre Regime Alimentar, pág. 322 e 382).
Uma antiga máxima da sabedoria hindu, diz: “Se o teu alimento é puro, a tua mente também é pura; se a tua mente é pura, o teu espírito será também puro”.
Aspectos fundamentais para viver com saúde
Quando falamos de alimentação, devemos considerar quatro aspectos fundamentais: o que comer; como comer; quando comer; e o que deixar de comer. As pessoas que observam essas regras vivem melhor, com saúde.
Não devemos viver apenas para comer, e, sim, comer para viver. Devemos comer alimentos vivos que possam suprir as necessidades do nosso organismo, sem gerar toxinas, ao tempo em que fornecem energia e sangue puro, pois os alimentos mortos produzem sangue podre. Essa é a razão da existência de tantas enfermidades em nosso mundo.
Para nutrir o organismo e ter saúde plena, não é necessário comer carne de animais mortos. Devemos comer mais alimentos crus e assados que cozidos. Em Levítico 11: 34, Deus revela que todo alimento cozido com água torna o sangue impuro. Cozer somente raízes, grãos e ovos. Em se tratando de carnes, devem ser assadas. Já, as hortaliças e leguminosas devem ser cozidas ao vapor.
Classificação dos alimentos
Os alimentos podem ser classificados em: construtores, energéticos e reguladores.
Os Construtores –são as proteínas e o cálcio, que têm como fontes o amendoim, as sementes de gergelim, as castanhas, as nozes, a soja, os feijões, o grão-de-bico, as ervilhas, as lentilhas, o ovo de galinha caipira, as sementes de jaca, as sementes de girassol, as azeitonas, o abacate, e o peixe assado ao sol ou ao forno.
– Estes alimentos constroem e recuperam músculos e tecidos, como também, ajudam no crescimento e na produção de secreções glandulares, além de combater fraquezas, indisposição, magreza, tonturas, perda de memória e falta de vitalidade. As proteínas estão presentes no cérebro, nas unhas, nos ossos, no cabelo, nos tecidos, no sangue e na pele.
Os Energéticos – são os carboidratos, que têm como fontes o melaço da cana-de-açúcar, a ameixa seca, o amendoim, a soja, as azeitonas, as nozes, as castanhas, o abacate o arroz integral, bananas, batatas, feijões, figo, grão de bico, lentilhas, mandioca, inhame, milho, trigo integral e uvas.
– Estes alimentos fornecem energia ao organismo, fortalecendo todo o corpo e repondo as energias perdidas, através das calorias que eles produzem.
Os Reguladores – são as vitaminas e sais minerais, que mantêm a constância da composição química dos tecidos e dos sistemas enzimáticos. As vitaminas e sais minerais são encontradas apenas em alimentos crus, como verduras, frutas e leguminosos.
– Tais alimentos devem ser consumidos no desjejum e no jantar. No desjejum, comer frutas frescas doces, como banana, mamão, abacate, maçã vermelha etc. No jantar, comer frutas ácidas ou semi-ácidas, antes de ingerir o alimento cozido. Por falta de hábito de comer frutas nos horários do desjejum e jantar, morrem anualmente mais de 3 milhões de pessoas, informa a Organização Mundial de Saúde.
O papel das proteínas
As proteínas são componentes necessários para o crescimento, construção e reparação dos tecidos do nosso corpo. Elas estão presentes nos tecidos e músculos, gerando força e resistência; e entram na constituição de qualquer célula do organismo, inclusive no cérebro e coração e, sobretudo, fazem parte da composição dos anticorpos do sistema imunológico.
Há médicos que defendem o uso da carne vermelha sob a alegação de que existe um tipo de proteína que contém somente nela. Mas, esse tipo de proteína é essencial somente para os animais carnívoros cujas constituições orgânica e dentária são formadas para devorar carne. Nós, seres humanos, não fazemos parte da classe dos carnívoros. Constitucionalmente, somos herbívoros por natureza. Não possuímos caninos, e sim molares. Portanto, precisamos de proteínas de fontes vegetais, e não animal.
O papel das vitaminas e sais minerais
As vitaminas e os sais minerais, por sua vez, regularizam o funcionamento das células que lubrificam o corpo e as glândulas endócrinas, para o bom funcionamento de todo o organismo.
O papel das fibras
As fibras contribuem para o bom funcionamento dos intestinos, ao tempo em que limpam as veias e as artérias, ajudando a remover o colesterol e os triglicídeos acumulados na corrente sanguínea.
O papel das gorduras
O papel das gorduras é proteger os ossos e os órgãos internos de impactos fortes, como também, do frio excessivo.
Já, as gorduras, em excesso, são altamente prejudiciais, pelo fato de entupir os vasos sanguíneos e causar infartos, trombose e acidentes vascular cerebral. Contudo, sendo usadas com moderação, desempenham um papel importante assim como a água. É aí onde entra o colesterol, um mal necessário, se controlado.
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Dr. Wilson Dias
– Biomédico (CRBM-2 15.597); com Doutorado em Naturopatia Clínica Científica.
– Diplomado pelas Faculdades UNIVAR e Instituto de Ensino Superior de Minas Gerais (IESMIG).
– Título de Doutor registrado no CNPq – Link: http://lattes.cnpq.br/0811352997597314
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